Nada é Verdadeiro; Tudo é Permitido
Uma das características entre o Caos e a Mágica é a diversidade de sistemas/modelos de magia que os magos podem escolher usar, ao em vez de adotar um sistema específico. Há, naturalmente, muitas semelhanças e diferenças entre o uso de sistemas dentro do corpo/universo de um Mago Caótico, e eu examinarei alguns deles aqui.
Mu!!!!
É exatamente isso que você pensou (ou não): Gado. Não imite cem por cento tudo o que ler, ver e aprender sobre um sistema mágico. Crie o seu, assim como Austin Osman Spare fez. Criar seu próprio sistema é mais do que recomendado, e se você não conseguir, pode usar uma mistura de outros sistemas, ou até um que funcione adequadamente (com alterações básicas para você, é claro).
Quanto mais sistemas combinados mais diversidade e mais diversidade é mais Caos. Do ponto de vista caótico, esta é a prática melhor do que usar rituais e idéias de outras pessoas. Fazer algo novo, principalmente se você não sabe se alguém o tenha tentado antes, melhor. Pode acontecer de você imitar um ritual e nada acontecer. Ou até de você criar um ritual novo do nada, e ter o que quer. É somente uma questão de preparar algo que funcione pra você, não se importando com outros.
Meta-sistemas
Há uma grande tendência hoje em dia entre as pessoas de tentar e criar meta-sistemas - quer dizer, sistemas no qual pode ser encaixado qualquer coisa e tudo com certa lógica própria pode ser explicado. Assim nós vemos tentativas de se ligar os conceitos de Yin e Yang com as Runas Nórdicas e a árvore da vida. Não há nada errado com isto - na verdade é um exercício freqüentemente útil. Também pode ser divertido, especialmente se você propõe uma explicação plausível para algo que está baseado em ‘mentes e conceitos totalmente distantes’.
Há alguns anos um autor oculto lançou uma versão do Necronomicon de Lovecraft que soou coerente, mas que de fato era falsa. Mesmo assim ele recebeu várias e várias cartas de pessoas que tinham feito os rituais e tinham querido conversar sobre os resultados bem sucedidos. Também é importante quando olhamos para as já famosas “curas pela fé” como uma ferramenta mágica.
O preço de se entrar em um sistema de alguma profundidade, é que você se torne confiante a ele, mas os mágicos tendem a achar que uma vez que você tenha aderido a um sistema então é mais fácil adquirir adesão a outro semelhante. Se você é razoavelmente experiente com Enochian, por exemplo, então você não deve ter muito mais dificuldade com as Letras rúnicas¹.
Ciência do Caos
Alguns Magos do Caos tendem a usar muitas analogias e metáforas científicas no trabalho deles. Isto é certo se é para algo serem mostradas com uma “base” científica, então muito mais pessoas aceitarão isto, especialmente adeptos de computadores, estudantes de físicas, etc. tudo ajuda a criar a “convicção”.
Não precisa de fato que seja ‘ciência real’, pseudociência trabalha igualmente bem, como os adeptos da ‘Nova Era’ que afirmam que cristais armazenam energia ‘como uma fatia de computador armazena memória ‘. O Fator da convicção é realmente importante, então você poderia usar astrologia, alquimia, Teosofia ou tudo que sua loucura quiser, afim de que você (ou outra pessoa) ache isto coerente e útil.
Mas não se engane: uma coisa científica não tem de ser necessariamente séria. A autenticidade da pseudociência é tão importante que não se devem negar coisas que ao primeiro momento pareçam ser abobrinhas pseudocientíficas, e se você pretende usar este recurso não se acanhe de retirar bases e conceitos de coisas reais. Mais informações, veja as explicações malucas que os fãs de Jornada nas Estrelas e Caça Fantasmas dão para o funcionamento das máquinas que aparecem nestes filmes.
Tolice do caos
Não é a toa que o Principia Discórdia (Ou Como Eu Achei A Deusa E O Que Fiz Com Ela Quando A Encontrei: Aonde é explicado absolutamente tudo que vale a pena saber sobre absolutamente qualquer coisa, por Malaclypse the Younger) está freqüentemente nas escrivaninhas dos caoístas. Foram os Discordianos que apontaram o dualismo que os ocultistas estavam tenebrosos em usar, os opostos de humor/seriedade. Humor é importante na mágica. Como Janet Cliff uma vez disse, “Nossa vida é muito importante para ser levada a sério“. Muitos mágicos do Caos usam a Gargalhada como uma forma de banimento.
IMPORTANTE: Rituais podem ser divertidos e mesmo assim não serem menos efetivos. Mágica deve ser divertida - caso contrário, por que fazê-la?
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¹ Temos/Tínhamos um pouco de Runas (que vai ficar devendo, pelo menos por ora)
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